Como será o espaço da
sala de aula no ano de 2025?
Uma das perguntas mais
frequentes sobre o ritmo de avanços das tecnologias na educação é se esta será
capaz de acompanhar. A opinião é de
Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora e docente do Programa de
Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de
São Paulo (PUC-SP) é a seguinte: “Não é necessário que isso ocorra. O
importante é que o professor tenha oportunidade de reconhecer as
potencialidades pedagógicas das TICs e aí assim incorporá-las à sua prática.
Nem todas as tecnologias que surgirem terão potencial. Outras inicialmente podem
não ter, mas depois o quadro muda. Primeiro, é preciso utilizar para si próprio
para depois pensar sobre a prática pedagógica e as contribuições que as TICs
podem trazer aos processos de aprendizagem. Daí a importância dos programas de
formação.”
Neste contexto, cada vez mais jovens e adultos exigem variedade de
canais de aprendizagem, num sistema de elevada escolha. Exigem também maior atividade
e interatividade, mobilidade, convertibilidade, conectividade, ubiquidade, e
globalização. As escolas tradicionais estão mal equipadas para fazer face a
este desafio. A mudança, da massificação das escolas para a individualização da
escolha livre, nomeadamente através das redes de dados, tenderá a retirar parte
da importância às escolas e a colocá-la na casa de cada um.
O ensino a distância é uma tendência ou apenas uma alternativa?
A Educação a distância não significa outra Educação. Educação a
distância é Educação mediatizada por tecnologia. Quanto será presencial ou a
distância, são as situações que vão dizer. Essa oposição entre uma e outra vai
se perder. É possível ter Educação de qualidade à distância e sem qualidade na
forma presencial, ou vice-versa. Não é a modalidade que garante a qualidade.
Quem será o professor?
A ideia de um professor diante de um quadro falando para 30 alunos
sentados, ouvindo e anotando em seu caderno, tem futuro? De acordo com Maria
Elizabeth Bianconcini de Almeida, “é uma coisa relativizada e não será
abandonada. O professor detém um conhecimento científico maior e é
absolutamente normal que ele exponha uma aula. Só que isso não pode ser um
monólogo nem imperar o tempo inteiro. É fundamental que diferentes dinâmicas
ocorram em sala de acordo com o projeto pedagógico.”
O professor será o agente chave da escola reinventada. À medida que a
aquisição de saber se torna mais e mais um processo de exposição a uma
multiplicidade de oportunidades de aprendizagem, essa exposição múltipla
torna-se um motivo de crescente sobrecarga cognitiva, se não de total perda de
referências. Uma das principais funções da cultura é a de operar como filtro
altamente seletivo na nossa estruturação de visões do mundo e na nossa proteção
contra sobrecargas cognitivas. A solução para superar estas sobrecargas
situa-se ao nível dos processos de contextualização oferecidos pela cultura.
A formação de professores será forçosamente influenciada por esta
perspectiva. Não poderá continuar a ser um debitar de palavras e de práticas
para audiências mais ou menos passivas. Terá que transformar-se em trabalho de projeto
que mobilize integralmente a vigor e criatividade dos professores. Deverá
decorrer no âmbito de um grande projeto mobilizador centrado no desenvolvimento
curricular, que saiba criar uma adesão alargada por parte do corpo docente e da
própria sociedade civil.
E quais serão as mudanças?
Uma
destas transformações será a valorização crescente nos próximos anos das áreas
profissionais em que nós somos melhores que as máquinas: criar,
estabelecer relacionamentos, demonstrar empatia e inovar são alguns exemplos.
Tudo que envolva a nossa inteligência social e criativa será cada vez mais
valorizado. Isso vai ocorrer porque a humanidade não conseguirá ultrapassar o
poder de processamento das máquinas naquilo que elas já são boas (e vão se
tornar ainda melhores) como realizar tarefas repetitivas, produzir cálculos
complexos, buscar e relacionar dados.
Fonte:
Disponível em: <http://educarparacrescer.abril.com.br/gestao-escolar/tecnologia-na-escola>
Acesso: 29/05/2015 às 20h00min.
Disponível em: <http://www.andresouza.blog.br/todos/como-ser-o-seu-trabalho-em-2025>
Acesso: 29/05/2015 às 19h40min.
Disponível em: < http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/meu-lar-meu-escritorio-16294318?topico=cora-ronai>
Acesso: 29/05/2015 às 19h:00min.