sexta-feira, 29 de maio de 2015

Educação e tecnologia no futuro

Como será o espaço da sala de aula no ano de 2025?

Uma das perguntas mais frequentes sobre o ritmo de avanços das tecnologias na educação é se esta será capaz de acompanhar. A opinião é de Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) é a seguinte: “Não é necessário que isso ocorra. O importante é que o professor tenha oportunidade de reconhecer as potencialidades pedagógicas das TICs e aí assim incorporá-las à sua prática. Nem todas as tecnologias que surgirem terão potencial. Outras inicialmente podem não ter, mas depois o quadro muda. Primeiro, é preciso utilizar para si próprio para depois pensar sobre a prática pedagógica e as contribuições que as TICs podem trazer aos processos de aprendizagem. Daí a importância dos programas de formação.
Neste contexto, cada vez mais jovens e adultos exigem variedade de canais de aprendizagem, num sistema de elevada escolha. Exigem também maior atividade e interatividade, mobilidade, convertibilidade, conectividade, ubiquidade, e globalização. As escolas tradicionais estão mal equipadas para fazer face a este desafio. A mudança, da massificação das escolas para a individualização da escolha livre, nomeadamente através das redes de dados, tenderá a retirar parte da importância às escolas e a colocá-la na casa de cada um.

O ensino a distância é uma tendência ou apenas uma alternativa?

A Educação a distância não significa outra Educação. Educação a distância é Educação mediatizada por tecnologia. Quanto será presencial ou a distância, são as situações que vão dizer. Essa oposição entre uma e outra vai se perder. É possível ter Educação de qualidade à distância e sem qualidade na forma presencial, ou vice-versa. Não é a modalidade que garante a qualidade.

Quem será o professor?

A ideia de um professor diante de um quadro falando para 30 alunos sentados, ouvindo e anotando em seu caderno, tem futuro? De acordo com Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, “é uma coisa relativizada e não será abandonada. O professor detém um conhecimento científico maior e é absolutamente normal que ele exponha uma aula. Só que isso não pode ser um monólogo nem imperar o tempo inteiro. É fundamental que diferentes dinâmicas ocorram em sala de acordo com o projeto pedagógico.
O professor será o agente chave da escola reinventada. À medida que a aquisição de saber se torna mais e mais um processo de exposição a uma multiplicidade de oportunidades de aprendizagem, essa exposição múltipla torna-se um motivo de crescente sobrecarga cognitiva, se não de total perda de referências. Uma das principais funções da cultura é a de operar como filtro altamente seletivo na nossa estruturação de visões do mundo e na nossa proteção contra sobrecargas cognitivas. A solução para superar estas sobrecargas situa-se ao nível dos processos de contextualização oferecidos pela cultura.
A formação de professores será forçosamente influenciada por esta perspectiva. Não poderá continuar a ser um debitar de palavras e de práticas para audiências mais ou menos passivas. Terá que transformar-se em trabalho de projeto que mobilize integralmente a vigor e criatividade dos professores. Deverá decorrer no âmbito de um grande projeto mobilizador centrado no desenvolvimento curricular, que saiba criar uma adesão alargada por parte do corpo docente e da própria sociedade civil.

E quais serão as mudanças? 

Uma destas transformações será a valorização crescente nos próximos anos das áreas profissionais em que nós somos melhores que as máquinas: criar, estabelecer relacionamentos, demonstrar empatia e inovar são alguns exemplos. Tudo que envolva a nossa inteligência social e criativa será cada vez mais valorizado. Isso vai ocorrer porque a humanidade não conseguirá ultrapassar o poder de processamento das máquinas naquilo que elas já são boas (e vão se tornar ainda melhores) como realizar tarefas repetitivas, produzir cálculos complexos, buscar e relacionar dados.

Fonte:

Disponível em: <http://educarparacrescer.abril.com.br/gestao-escolar/tecnologia-na-escola> Acesso: 29/05/2015 às 20h00min.

Disponível em: <http://www.andresouza.blog.br/todos/como-ser-o-seu-trabalho-em-2025> Acesso: 29/05/2015 às 19h40min.

Disponível em: < http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/meu-lar-meu-escritorio-16294318?topico=cora-ronai> Acesso: 29/05/2015 às 19h:00min.





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